A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta sexta-feira (2) que os países europeus estão a ponto de criar uma "união fiscal" com uma supervisão rigorosa para enfrentar a crise da dívida. "Não estamos falando apenas de união fiscal, nós estamos começando a criá-la", disse Merkel durante um discurso no Parlamento.
De acordo com Angela Merkel, a união orçamentária terá "regras estritas, ao menos para a Eurozona". "O elemento central desta união da estabilidade, buscada pela Alemanha, será um novo teto de endividamento europeu", completou a chanceler canciller, insistindo na intenção de convencer os sócios sobre a necessidade de mudar os tratados europeus para poder introduzir mais disciplina orçamentária.
"Não há mais alternativa que uma mudança dos tratados", destacou, antes de rejeitar de maneira categórica os "eurobônus" como remédio para a crise que afeta a Eurozona. "Quem não entende que os eurobônus não podem ser a solução da crise não compreende nada da natureza do problema", disse.
Comentário: Estas medidas que combaterão os endividamentos excessivos dos países da Unidão Européia são fundamentais para uma regularização de médio prazo. É fundamental que estas medidas sejam conjugadas com outras de curto prazo. O primeiro passo foi tomado pelos EUA que emprestarão dólares com custos menores para os países europeus. Mas é necessário que também seja criado um sistema de colaboração entre os países europeus, não dá para colocar os países mais pobres para competir diretamente com Alemanha e França. É fundamental a criação e instrumentos de compensação e financimentos especiais para os países mais pobres.
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